Visão geral do faturamento de serviços: faturamento B2C vs. faturamento B2B, etc.
Visão Geral de Faturamento de Serviços: Otimizando Operações Financeiras na Era Digital
No cenário em constante evolução dos serviços digitais, o processo de faturamento desempenha um papel fundamental para garantir transações financeiras sem interrupções. A jornada de John com a T-Mobile serve como uma narrativa envolvente, revelando as complexidades do faturamento — desde verificações de crédito até liquidações entre parceiros.
Depois de se mudar para uma nova casa, John foi à T-Mobile adquirir um pacote de internet residencial 5G com serviços móveis. Seguindo um processo padrão, um funcionário da T-Mobile solicitou suas informações pessoais mínimas identificáveis para realizar a verificação de crédito. O sistema enviou uma solicitação a uma das três principais agências de crédito, por exemplo, a Equifax, para obter a avaliação de crédito de John, que o qualificou para contratar os serviços — além de receber um iPhone novo — sem qualquer pagamento inicial.
John solicitou ainda um plano adicional de roaming na América do Norte, pois precisava viajar ao Canadá e ao México. No mês seguinte, ele fez uma viagem ao México e usufruiu plenamente do serviço móvel por meio de um dos parceiros internacionais de roaming da T-Mobile, a Telefónica.
Como de costume nos negócios, os serviços são fornecidos com custos, os quais são faturados pelos provedores. Mesmo antes de John receber os serviços móveis, sua verificação de crédito acionou uma solicitação da T-Mobile para a Equifax, e a correspondente transação de relatório de crédito foi incluída na fatura mensal seguinte enviada pela Equifax para a T-Mobile.
Ao final do primeiro mês, a T-Mobile faturou John pelas taxas mensais de serviço, que incluíam o serviço celular doméstico e os serviços de internet sem fio. Além disso, referente ao novo iPhone, o valor da parcela mensal também foi incluído na fatura.
No mês seguinte, como John utilizou os serviços de roaming da Telefónica no México, o faturamento e a liquidação da parceria entre a Telefónica e a T-Mobile também incluíram o uso de roaming de John.
Agora podemos ver que atividades rotineiras e comuns do dia a dia acionam diferentes tipos de atividades financeiras de back-office, especialmente faturamento ou, em um termo mais amplo, monetização.
A breve história de John abordou as categorias de faturamento B2C versus faturamento B2B, bem como faturamento e liquidação entre parceiros, conforme ilustrado a seguir.

Faturamento B2C
O tipo mais comum de faturamento, refere-se ao processo em que empresas faturam consumidores por bens e serviços. Do ponto de vista da monetização, existem três tipos principais de mudanças a serem faturadas.
- Cobrança por Item: geralmente referente a compras únicas de produtos ou taxas de instalação de equipamentos. O iPhone recém-adquirido por John é faturado como uma cobrança por item, embora ele tenha optado por pagar ao longo do tempo por meio de várias parcelas.
- Cobrança por Uso: O uso diário de John — chamadas telefônicas e atividades na internet — medido por tempo ou volume, é faturado como cobranças por uso.
- Cobrança por Assinatura: taxas recorrentes — mensais, trimestrais, anuais etc. — geralmente oferecidas como um plano que cobre uma quantidade específica de uso dentro de um ciclo de faturamento.
Faturamento B2B
Refere-se ao faturamento de uma Empresa para outra entidade Empresarial por bens e serviços. No caso da verificação de crédito de John, a Equifax fatura a T-Mobile pelo relatório de crédito do consumidor.
Faturamento de Parceria ou Liquidação
Normalmente ocorre quando duas empresas parceiras liquidam entre si as cobranças de serviços. Isso acontece quando os dois parceiros — ou os consumidores finais de cada um deles — utilizam serviços um do outro. Na história de John, como cliente da T-Mobile, ele utilizou o serviço da Telefónica, o que é incluído na fatura B2B da Telefónica para a T-Mobile. Ao mesmo tempo, clientes da Telefónica provavelmente utilizam a rede da T-Mobile em roaming, com as respectivas cobranças incluídas na fatura da T-Mobile para a Telefónica.
Para simplificar, vamos supor que, em janeiro, a T-Mobile tenha 2 milhões de dólares em cobranças para a Telefónica, e a Telefónica tenha 1,5 milhão de dólares em cobranças para a T-Mobile. Em vez de pagarem milhões em dinheiro uma à outra, elas podem liquidar a diferença, ou seja, o valor delta de 0,5 milhão de dólares.
Embora cada negócio tenha a sua própria natureza de faturamento, uma empresa não está limitada a apenas um tipo de faturamento. Por exemplo, John pode verificar sua própria avaliação de crédito diretamente com a Equifax, e a Equifax acaba faturando John diretamente, por meio de uma plataforma de faturamento B2C. Como os processos e as políticas de negócio são diferentes, uma empresa pode acabar mantendo duas plataformas de faturamento — uma para faturamento B2B e outra para faturamento B2C.
A T-Mobile, neste exemplo, pode também ter um grupo considerável de clientes empresariais. Isso faz com que a T-Mobile tenha faturamento B2B e B2C, além do faturamento de parceria com os parceiros de roaming.
Tradicionalmente, uma plataforma de faturamento B2C opera em uma linha específica de serviço. Por exemplo, uma empresa de telecomunicações pode ter três plataformas de faturamento em operação: uma emitindo faturas mensais para serviços telefônicos, outra faturando serviços de internet banda larga e uma terceira para serviços de streaming de mídia.
Isso significa que os clientes que assinam os três serviços recebem três faturas por mês e precisam realizar três pagamentos mensais — o que não é uma prática ideal.
Uma solução direta é consolidar todas as cobranças de serviço, provenientes de várias linhas de serviço, em uma única fatura mensal. Isso leva ao **faturamento convergente**, que tem sido cada vez mais adotado por muitas empresas nos últimos anos. A seguir, é ilustrado um exemplo de plataforma de faturamento convergente.

Embora seja um grande desafio para uma empresa unificar vários sistemas de faturamento em uma única plataforma convergente, isso ajuda a manter a competitividade ao permitir a oferta de pacotes que combinam diferentes linhas de serviço com descontos. Como mostrado no diagrama acima, uma plataforma de faturamento convergente permite que a T-Mobile ofereça a clientes móveis existentes novos serviços de internet 5G e serviços de streaming da Netflix, com descontos competitivos em relação aos seus concorrentes no setor.
Enfrentar desafios tecnológicos e aproveitar oportunidades estratégicas é fundamental para o sucesso empresarial. Você está pronto para impulsionar sua empresa rumo a um futuro mais lucrativo e eficiente?
Junte-se à nossa rede no LinkedIn e compartilhe suas ideias.